terça-feira, 8 de junho de 2010

O país funcionaria melhor sem ministérios

Estive a pensar que o país funcionaria melhor sem ministros...
Na educação, tudo "no terreno" acontece melhor sem ministra do que com ela... Apesar do que se diz, a escola parece ser o sítio onde se privilegiam valores como ser honesto, partilhar, perdoar...
Na saúde, ainda bem que "no terreno", haja o que houver, funciona o mais importante: tratam-se doentes.
Na segurança social, qual é o problema? Tudo parece funcionar mas nunca sabemos o quê...
Nas polícias, a vontade de combater o crime no "terreno" é real, procurando mesmo atingir o grande crime.
A pesca, a agricultura, a indústria a pecuária e as minas vão produzindo conforme podem e, muito ao sabor do seu próprio empenho e determinação.

Conclui-se então que, provavelmente, só precisamos de um primeiro ministro para ter como referência e dar a cara “e o corpo” ao manifesto e um ministro das finanças que pode ser também da economia, do turismo, da indústria, dos sindicatos e dos juízes, da tecnologia, da ciência, da cultura, das tropas e de tudo o resto... porque afinal tudo isto, em gestão moderna significa uma coisa só… finanças.

A missão de um ministro assim, consistiria em fazer as contas bem feitinhas sobre economia doméstica, não virtual. Se, mesmo sem ministérios, ele tivesse dificuldade de fazer as contas, não venderia, mas alugaria todos os edifícios excelentemente localizados, aos privados ou aos estrangeiros… Isso é que era ver as contas a correr bem!!!

A justiça (que perdoa mais o pecador do que todas as igrejas juntas e ainda dá prémios), teria que anexar os bispos aos juízes, cuja reutilização comum constaria de uma das medidas seguintes: ou tratavam de pôr ordem nisto com milagres públicos, ou iam todos ajudar a BP a extinguir o crude no poço do México.

Para obter ainda melhores resultados nas suas contas, o ministro assumiria a missão de fazer evaporar o dígito das centenas, no número de deputados da Assembleia da República… até chegar ao razoável 25 que, mesmo sendo em menor número, continuariam a manifestar o bloqueio de pensamento inteligente do costume e a síndrome do encolhimento cerebral, continuando a degladiar-se inutilmente, convencidos da sua imensa e decisiva importância nos contornos geográficos, sociais e económicos do país.
Madalena (08/06/2010)