sábado, 15 de junho de 2013


             Quem sou?

           Um dia alguém me descreveu de uma forma nova:
    "Madalena,
não podes dizer quem és ou como és, 
simplesmente porque não sabes. 
És exatamente o somatório de todas as opiniões que cada pessoa que te conhece, tem sobre ti".
    Bem, agora sei que não sei quem sou e... nem sei que diga!

                                                                                                                                                                                   

quinta-feira, 25 de abril de 2013


         Cravo vermelho

Voltei ao jardim dos sonhos
Procurei a flor … a melhor de todas
Li a paz no aroma,
Na luz procurei a verdade
E no corpo, a liberdade.
Pequena demais
Na cor suave deste abril.
Imensa na esperança
De um povo inteiro.

                                     Madalena

sábado, 7 de julho de 2012





Cheguei
fui ao jardim dos sonhos
colhi uma flor especial
perfume único
vida e amor
na cor











Ele é abril na verdade
na liberdade
e na paz


                     Em 25 de abril de 2012

domingo, 31 de julho de 2011

Caminhos a pé... à praia da Samarra

Num percuso fora do habitual, fui à Praia da Samarra nos arredores de Sintra.
Um grupo saudável, uma paisagem de luxo  e um sol de primavera de se lhe tirar o chapéu (ou pôr)!
Não é todos os dias que se anda numa estrada romana! Esse foi mais um motivo para apreciar as coisas do ponto de vista do privilégio, pois toda esta zona rural de Sintra é especialmente bela.
Por falar em privilégio, estranhei a paisagem... Os muros de pedra solta que dividem os terrenos estão a ficar escondidos no mato que cresce por todo o lado.
Se estes muros são parte essencial da paisagem protegida, não parecem...
Há poucos anos, eram limpos porque os terrenos eram cultivados! Aliás, a criação destes muros deveu-se à necessidade de despedregar a terra para a trabalhar melhor, o que, por acaso resultou.
Era apenas agricultura... mas resultou em harmoniosos efeitos especiais.
Hoje, sem agricultura, ainda corremos o risco de nos puxarem as orelhas por não termos cuidado do património cultural... que são os muros bonitinhos. Ou então, "inventam" um projeto europeu (com fundos e tudo), só para limparmos as silvas.
Muito mais difícil é responder à pergunta "como podem manter-se vivos estes quintais?"
Não nos podemos esquecer que os jovens da terra tiveram que comprar apartamentos "na linha" pois não lhes era permitido construir nas suas terras... Em poucos anos já se vê o resultado...
Começamos a ter muitos destes dilemas pois, pelo que se conhece, a ideia de dar valor às pessoas não está na moda.

domingo, 10 de abril de 2011

Ora bolas, ponto quatro


Redonda bola de sabão
Leveza, cor e brilho no ar.
Dança instável e solta
num gesto de vento que a faz tremer.
E sem rumo procura elevar-se.
Nada onde se segurar, nada!
Minutos, segundos de oscilação e pronto... desfaz-se.

Aroma de pão
invenção suprema
de calor, força e sabor.
Abraçada por duas mãos num gesto só
é uma bola que se deixa reduzir pela vida
devagarinho, devagarinho.
Minutos, segundos de alimento e pronto...  transforma-se.

Apenas bola,
o melhor brinquedo do mundo.
Aquela que tão cedo ensina alegria e ágil movimento
e, de repente num gesto só, deixa-se rebolar
energicamente.
Minutos, segundos e pronto... um a zero.

Terra
montanhas e mares,
é uma bola segura num universo de céu.
Mãe de todos os seres que embala no seu colo de luz
perfeição maior de ar e água,
imensa mas tão pequena.
Minutos, dias, primaveras... um gesto só
e todo o tempo para a respeitar e amar.
                                                                   - Madalena -

segunda-feira, 14 de março de 2011

Filosofias de merceeiro

Presidente que se preze tinha que falar qualquer coisa de jeito e agir de acordo.

Fico sempre na expectativa de assistir de repente a qualquer coisa muito importante, prático e inédito, para a realidade do país.

As próprias televisões, à falta de melhor, andam atrás das coisas que ele diz, como se realmente fossem importantes; o presidente porque faz conversa de ocasião tipo "eu acho" e, as televisões, porque nos fazem acreditar que o que ele diz tem "realmente" valor.

Isto de fazer comentariozinhos de ocasião é o que todos nós fazemos, só que, com o conhecimento histórico de que não adianta de nada. Ora, a ele, fica-lhe muito mal!!!

O senhor Ricardo, por exemplo, dono de uma pequena mercearia, faz as mais perfeitas e realistas análises, para as quais aponta sempre soluções inesperadas, criativas e de vanguarda, tanto para o concelho, como para o país. A brincar eu chamava-lhe filosofia de merceeiro.

Certo é que os dois emitem opinião. A diferença é que um é chefe da nação, atadinho... que tem mantido o país atadinho à Europa, atadinho aos bancos (agora chamados mercados)! O outro é chefe da mercearia, muito atento aos intermediários e, por isso mesmo, conhecedor das especulações de mercados (em pequena escala).

O que eu espero do primeiro, e da assembleia com o mesmo apelido (republica) é um projeto de país, porque, presidente que é presidente, deve fazer justiça ao cargo e responsabilidade nacionais.
Se o segundo (da mercearia) não vai longe com os seus comentários, eu, muito menos!
E, enquanto nos lamentamos uns com os outros, lá teremos que continuar a escutar as patetices presidenciais do costume.

Pronto... é só mais um desabafo!
Madalena