segunda-feira, 14 de março de 2011

Filosofias de merceeiro

Presidente que se preze tinha que falar qualquer coisa de jeito e agir de acordo.

Fico sempre na expectativa de assistir de repente a qualquer coisa muito importante, prático e inédito, para a realidade do país.

As próprias televisões, à falta de melhor, andam atrás das coisas que ele diz, como se realmente fossem importantes; o presidente porque faz conversa de ocasião tipo "eu acho" e, as televisões, porque nos fazem acreditar que o que ele diz tem "realmente" valor.

Isto de fazer comentariozinhos de ocasião é o que todos nós fazemos, só que, com o conhecimento histórico de que não adianta de nada. Ora, a ele, fica-lhe muito mal!!!

O senhor Ricardo, por exemplo, dono de uma pequena mercearia, faz as mais perfeitas e realistas análises, para as quais aponta sempre soluções inesperadas, criativas e de vanguarda, tanto para o concelho, como para o país. A brincar eu chamava-lhe filosofia de merceeiro.

Certo é que os dois emitem opinião. A diferença é que um é chefe da nação, atadinho... que tem mantido o país atadinho à Europa, atadinho aos bancos (agora chamados mercados)! O outro é chefe da mercearia, muito atento aos intermediários e, por isso mesmo, conhecedor das especulações de mercados (em pequena escala).

O que eu espero do primeiro, e da assembleia com o mesmo apelido (republica) é um projeto de país, porque, presidente que é presidente, deve fazer justiça ao cargo e responsabilidade nacionais.
Se o segundo (da mercearia) não vai longe com os seus comentários, eu, muito menos!
E, enquanto nos lamentamos uns com os outros, lá teremos que continuar a escutar as patetices presidenciais do costume.

Pronto... é só mais um desabafo!
Madalena

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