quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Trabalho é tratado assim... imaginem a Cultura!

  De repente apareceu uma Ministra do Trabalho. De onde veio? O que tem feito ela?! Este ministério existia mesmo e ninguém tinha reparado?!
  Afinal, existia alguém a tratar do Trabalho em Portugal!
  Mas há mais...
  O que tem feito o Ministério da Economia que, por não ser das finanças, devia estar vocacionado para fazer economias?!

  Pensava eu que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tratava dos nossos negócios com o estrangeiro... Curiosamente, lá para fora não acontece nada... mas, cá dentro há muitos... da China!
   Sobre o Ministério da Agricultura, já se percebeu que não era nada e, para iludir um pouco mais, teve que incluir as Pescas (o que dá, nada vezes dois).

  O Ministério da Indústria e Tecnologia serve para quê? 

  Finalmente, o Ministério das Finanças... Este é o que faz todas as contas... mal feitas, claro!

  Por mim, fechavam-se os ministérios todos e ficava só um, que acumulava duas pastas, as Finanças  e os Negócios Ilícitos para fazer o que realmente é preciso: garantir que esses (bancos, droga, prostituição, armas e outros que aqui não cabem), mesmo teimosamente ilícitos, passariam a pagar em multas por ser o que são, ou em impostos como todos os outros.
  
  Madalena

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Iliteracia financeira, é?

A CGD (e não só) está agora a fazer uma campanha para ajudar as pessoas a saber poupar...
Que bicho lhes mordeu agora?
Chamam ao fenómeno "iliteracia financeira".
Nos monitores que estão no espaço dos clientes é feito um apelo curioso... ensinar a poupar. E cada mensagem é dirigida a grupos etários distintos. 
Ora cá está... depois das outras iliteracias, só nos faltava esta!!! Pelos vistos têm muita aprendizagem pela frente, os próprios bancos...
Não consigo esquecer que há bem pouco tempo, se eu quisesse amortizar o meu empréstimo, era muito penalizada...  e porquê?
Para comprar um carro ou outras máquinas, o vendedor não valorizava o "pronto pagamento" e dizia que, para eles, era preferível vender através de crédito bancário... e porquê?
Toda a sociedade se centrou no crédito, sendo que o mais importante não era ter dinheiro mas sim ter crédito. As universidades que formaram os gestores  dos anos 80, 90 e até agora, veicularam esse padrão de pensamento económico...
Agora, cá estamos!...
É um bocado estranho chamar iletrados aos clientes, chamem iletrados a si próprios, ora!!!
E, que a sua formação seja muito boa e intensiva para ver se ficam bem na fotografia. Que nós cá estamos com a cabeça entre as orelhas, que é como quem diz..."estamos f... feitos ao bife".
Madalena

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O atropelamento do gafanhoto

  Passeavam todos os dias nos ramos da tília do meu quintal e deliciavam-se com as tenras folhas. Eram dois gafanhotos grandes, simpáticos  de um cinzento brilhante e... vegetarianos assumidos, claro. 
    Estivesse frio ou calor, tinham sempre forma de se proteger. Ou debaixo da folha, ou por cima dela.
    Moravam no mesmo espaço que nós, quase.
    Viviam felizes, acho eu...
    Pelo comportamento, mais pareciam irmãos. Tinham as suas saídas, iam à sua vida, mas regressavam sempre.
    O mais discreto, pouco caminhava. O outro, facilmente impulsionava as pernas bem articuladas como molas e saltava ou então, abria aquelas largas e vistosas asas e voava em pequenos espaços, fazendo curtas distâncias.
    Para nós, a visita à tília era quase obrigatória... Nem que fosse para ver se ainda existiam folhas.
    Naquele dia, o gafanhoto estava no meio da estrada, com a cabeça estatelada no alcatrão da praceta. Não sei que descuido terá sido aquele!... Teria a estrada alguma coisa que lhe interessasse? Ou estaria a meio de um percurso até ao canavial em frente?
    Certamente aquele gato cor de caramelo que anda por aí em cima dos telhados, deve saber bem o que aconteceu!
    Agora, o irmão ali anda, sozinho... todos os dias, na sua rotina de comer folhas verdes, como se não tivesse havido nada. Naturalmente nem sabe o que aconteceu! Faz pela vida... e muito!