quarta-feira, 31 de março de 2010

A ética era uma couve?

Apetece dizer que a ética era uma couve… veio uma ovelha e comeu-a.

Deparamo-nos com uma realidade em que a ética é assumida como um valor fundamental e, ao mesmo tempo, vemos crescendo comportamentos que nada têm a ver com isso. Os aspectos relacionais connosco próprios e com os outros, estão em mutação

Afinal estamos num contexto social em que precisamos de rir…

Pela nossa saúde, precisamos de rir!

No entanto, parece estar na moda rir dos outros mais do que rir com os outros.

Este parece ser o princípio do fenómeno “bullyng” : rir dos outros… muitas vezes, até ao limite da capacidade destes.

Os jovens que assim brincam são tão inconsequentes, que até dói. Estão felizes porque estão em grupo… Associam-se pela diversão, gozo, alegria, ilusão de felicidade e, sempre aparece o objecto de diversão. Quer dizer, há sempre “o desgraçado” que leva com tudo!!!

É um fenómeno de grupo. No entanto, o poder do grupo, para o bem e para o mal é transversal na sociedade.

Não, não foi na escola que o fenómeno se inventou.

A escola não é origem de todos os males nem de todos os bens. Ela apenas reflecte os modelos sociais… Todos! Vemos tantos adultos inconsequentes. Pior ainda, é estarmos geridos por inconsequentes!

Mas, pronto., deixamos essa análise para outra ocasião, porque agora o que nos interessa é que na escola como na vida, façamos como sugere Fernando Savater no livro Ética Para Um Jovem: Para ele e provavelmente para todos nós que procuramos ser felizes, “ ao contrário de outros seres()… nós humanos, podemos inventar e escolher em parte a nossa forma de vida. Podemos optar pelo que nos parece bom, quer dizer, conveniente para nós, frente ao que nos parece mau e inconveniente(…) Parece prudente estarmos bem atentos ao que fazemos e procurar adquirir um certo saber viver que nos permita acertar. Esse saber viver, ou arte de viver é aquilo a que se chama ética”.

Temos que começar a viver assim. O melhor é começarmos mais cedo… quanto mais novos melhor!

Seremos felizes mais tempo!

segunda-feira, 29 de março de 2010

A Geração The Wall

Cá temos a Geração Pink Floyd a (des)orientar o país e o mundo! Nem mais! Qual é o espanto!!! Sem pôr em causa a qualidade da música, era inevitável que um dia ia reinar, para o bem e para o mal, a geração THE WALL...
Foi a nossa geração de pais que cantou, gritou e aclamou a canção... e foi a nossa geração de pais que criou e educou os seus jovens.
Foram os primeiros que gritaram "não precisamos de educação" e "professores deixem os miúdos em paz".
Temos então uma quantidade de líderes The Wall (nessa altura garotos) que hoje faz de conta que é grande e (des)governa países de qualquer dimensão, desde Portugal até à América.
Nesta geração de pais The Wall, os professores têm que contar a verdade sobre as drogas com uma historinha de "Era uma Vez"... Arquitectos dedicam-se às mais diversas construções de "legos" espalhadas por aí... Juízes dedicam-se ao "mamã dá licença", antes que lhes caia alguém em cima... Os polícias mesmo que não gostem, jogam "às escondidas"... Os jornalistas vão-se safando ao "um dois três macaquinho do chinês" e os banqueiros levaram a sério o jogo do "monopólio" e por causa destes, tudo o resto acontece.
Agora, ela aí está!
Esta geração nova conseguiu o que a anterior apregoou.
E é com esta geração que estes miúdos de agora têm que aprender a viver. Não é tarefa fácil... mas também, nunca foi!
Não é de estranhar, portanto o ambiente que se vive na escola!!! Ela está à deriva como toda a sociedade!!!
Uma nova ordem será necessária. Temos que acreditar que será esta nova geração a criá-la.
É claro que será desencadeada com os professores! Só pode!
Porque a escola sempre cresce como um todo, como convém! E assim há-de ser.

Madalena