Apetece dizer que a ética era uma couve… veio uma ovelha e comeu-a.
Deparamo-nos com uma realidade em que a ética é assumida como um valor fundamental e, ao mesmo tempo, vemos crescendo comportamentos que nada têm a ver com isso. Os aspectos relacionais connosco próprios e com os outros, estão em mutação
Afinal estamos num contexto social em que precisamos de rir…
Pela nossa saúde, precisamos de rir!
No entanto, parece estar na moda rir dos outros mais do que rir com os outros.
Este parece ser o princípio do fenómeno “bullyng” : rir dos outros… muitas vezes, até ao limite da capacidade destes.
Os jovens que assim brincam são tão inconsequentes, que até dói. Estão felizes porque estão em grupo… Associam-se pela diversão, gozo, alegria, ilusão de felicidade e, sempre aparece o objecto de diversão. Quer dizer, há sempre “o desgraçado” que leva com tudo!!!
É um fenómeno de grupo. No entanto, o poder do grupo, para o bem e para o mal é transversal na sociedade.
Não, não foi na escola que o fenómeno se inventou.
A escola não é origem de todos os males nem de todos os bens. Ela apenas reflecte os modelos sociais… Todos! Vemos tantos adultos inconsequentes. Pior ainda, é estarmos geridos por inconsequentes!
Mas, pronto., deixamos essa análise para outra ocasião, porque agora o que nos interessa é que na escola como na vida, façamos como sugere Fernando Savater no livro Ética Para Um Jovem: Para ele e provavelmente para todos nós que procuramos ser felizes, “ ao contrário de outros seres()… nós humanos, podemos inventar e escolher em parte a nossa forma de vida. Podemos optar pelo que nos parece bom, quer dizer, conveniente para nós, frente ao que nos parece mau e inconveniente(…) Parece prudente estarmos bem atentos ao que fazemos e procurar adquirir um certo saber viver que nos permita acertar. Esse saber viver, ou arte de viver é aquilo a que se chama ética”.
Temos que começar a viver assim. O melhor é começarmos mais cedo… quanto mais novos melhor!
Seremos felizes mais tempo!
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