terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Xadrez na escola

   Eu gosto de xadrez e um dia resolvi levá-lo para a escola.
   É um jogo dinâmico, acessível a todos... os que jogam mais e os que jogam menos... os que são mais expeditos e os que são menos. De qualquer forma, é um jogo que ajuda a pensar, ensina a calcular ações e a medir consequências dos atos praticados.
   Curiosamente, alunos com 6 e 7 anos assumem-no de uma forma tranquila, identificam-se facilmente com o movimento de cada peça e jogam a sério. Inicialmente são muito rápidos a jogar, muito mais preocupados com o ataque, depois começam a criar a imagem mental de possíveis movimentos e mais tarde a equacionar estratégias.
   Em aulas tão ativas quanto enriquecedoras, mais difícil direi eu, é acompanhar uma turma inteira com doze ou treze tabuleiros ao mesmo tempo. Só mesmo com muito carinho e na desportiva.
   Dinamizar na escola a prática do xadrez, não sendo caro, constitui um serviço à cultura e à ciência, o que significa "pensar grande".
                                                       Madalena

A propósito de servir o país

   Um amigo da família, médico neurologista,  a  própósito de um acontecimento dramático da altura, disse num tom de desabafo:
   _ O povo está doente.
   Fiquei a pensar naquilo e dou comigo a constatar mais do que gostaria... principalmente porque quem guia os destinos desse povo e do país, também está doente. São os políticos que dizem e desdizem, cirandam de um lado para o outro, sem saber o que andam a fazer. Literalmente, andam "a anhar ".
   Estou certa de que um político é uma pessoa de bem, que se disponibiliza para servir os interesses de uma localidade, região, país... 
   Ser político é uma coisa nobre... Um político só pode ser disponível, verdadeiro e ético.
   Não consigo pensar de outro modo e, como eu, estão todas as pessoas que ainda vão votar.
  É uma constatação: o atual painel de políticos não está bem e, por isso, não será capaz de servir o país como deve ser. Então, fica-me esta dor de ver um povo imenso a escolher, a tentar adivinhar, qual dos pouco bons será o menos pior...
   Desta vez não voto, tal como sugere o Saramago na sua ficção "Ensaio sobre a Lucidez".
   Mas não desisto de acreditar em pessoas de bem com capacidade para nos guiar.
                                                                                                                 Madalena