Um amigo da família, médico neurologista, a própósito de um acontecimento dramático da altura, disse num tom de desabafo:
_ O povo está doente.
Fiquei a pensar naquilo e dou comigo a constatar mais do que gostaria... principalmente porque quem guia os destinos desse povo e do país, também está doente. São os políticos que dizem e desdizem, cirandam de um lado para o outro, sem saber o que andam a fazer. Literalmente, andam "a anhar ".
Estou certa de que um político é uma pessoa de bem, que se disponibiliza para servir os interesses de uma localidade, região, país...
Ser político é uma coisa nobre... Um político só pode ser disponível, verdadeiro e ético.
Não consigo pensar de outro modo e, como eu, estão todas as pessoas que ainda vão votar.
É uma constatação: o atual painel de políticos não está bem e, por isso, não será capaz de servir o país como deve ser. Então, fica-me esta dor de ver um povo imenso a escolher, a tentar adivinhar, qual dos pouco bons será o menos pior...
Desta vez não voto, tal como sugere o Saramago na sua ficção "Ensaio sobre a Lucidez".
Desta vez não voto, tal como sugere o Saramago na sua ficção "Ensaio sobre a Lucidez".
Mas não desisto de acreditar em pessoas de bem com capacidade para nos guiar.
Madalena
Madalena
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