Em plena Serra de Sintra, ao cair da tarde, deslizando numa estradinha ladeada de pequenos arbustos, grandiosas árvores e enigmáticos troncos, seguimos procurando uma saída, talvez pela Lagoa Azul.
Vamos subindo, curva após curva, num emaranhado de sombras, escutando apenas o murmurar das folhagens ao leve vento que chega e parte…
Uma intensa, branca e enorme luz invade todo o espaço…
Aqui estamos nós, apenas nós, no meio da claridade ofuscante, de um opaco lindo, claro, luminoso e brilhante… e mais ninguém no coração da serra. Somos apenas quatro sombras esbatidas e pálidas que começam a confundir-se com todas as outras.
Achas que nos perdemos?
Não. Vamos devagar!
O que vês?
Apenas luz intensa, brilhante, branca.
Tens medo?
Não.
Quem está aí?
Vou ver… Alguma coisa a rodar…
Oh, anda cá, onde estás? Já não te vemos!
Começa a vislumbrar-se então uma imagem plena de claridade, envolta num imenso manto que oscila no denso espaço de luz. Ouve-se, no meio do nevoeiro, primeiro um pequeno e tímido grito, depois um assobio forte, longo e quase metálico, que ecoa por toda a serra.
Era um ciclista que descia… e era eu a brincar.
Oops… a Serra tem destas coisas!
(…e outras também, ouvimos dizer)!
Madalena

1 comentário:
E sabes uma coisa?
Eu estava lá:) E é tão bom poder partilhar momentos como este, com pessoas que gosto muito e com as quais me sinto muito bem.
Foi um fim de tarde bastante agradável.... e eu não tive medo :P
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