Então amigo Daniel... ainda vives em Marte?
(E foi assim que começou um diálogo raro).
Não se chama Marte, afinal.
Às duas horas da tarde, o caminho desenhado sobe na folha de papel, até sair dela... Tudo o que ali está, segue no caminho para fora da folha. E o Daniel também.
Do lado de cá, sozinha na folha de papel, fica apenas uma pessoa que recebe o Daniel, quando ele decide regressar.
Lá muito longe, onde o queijo é azul mas sabe tão bem... onde as mães deixam os meninos andar por todo o lado... onde os pés descolam do chão, o Daniel é feliz.
Ali ele encontra um tesouro, muitos tesouros. Tem com ele intrumentos de alta precisão com que observa um pequeno objeto às riscas. Não sabe se é rocha, metal ou qualquer fibra, mas tem a certeza que é um tesouro.
Traz consigo um radar cor de laranja que o vai ajudar a decidir se às 18:15h está pronto para regressar.
Sem qualquer sinal de pressa, puxa uma alavanca no automóvel que traz no bolso para se projetar na nova dimensão.
Assim sem padrão (ou criando o seu), vive feliz entre nós.
Madalena
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