Do mais simples e banal ao apurado sentido crítico... Da sensibilidade mais lamechas à sagacidade... Da ironia à ética... ... e o que mais pode caber no princípio "educar... na desportiva".
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Aos meus amigos
na escola
no cafezito ou no lanchito
nas reuniões de trabalho
nas festas e nos dias mais cinzentos
… me encorajaram, riram ou choraram comigo
e que me ajudaram a levar as coisas na desportiva
A todos os amigos e colegas que apreciam a minha companhia e me ajudam a descobrir quem sou e como sou…
nas mesas redondas (que também podem ser quadradas…) à conversa, quase sempre sobre escola.
no correio electrónico.
nas viagens (que afinal nasceram algures numa escola).
nos intensos debates (das artes à filosofia, da ciência à economia, nem o esoterismo escapa…)
Esta é uma profissão de risco. Toda a gente sabe… Então qual a estratégia? Eis o segredo… finalmente!
…nos momentos difíceis,
quando tudo parece complicar-se,
o melhor é levar a coisa com carinho, seriedade, ética e profissionalismo
… mas sempre na desportiva.
Talvez até…comprar uns ténis novos!!!
Aos que me ajudaram a aprender cada vez mais e me fizeram sentir bem comigo mesma.
a quem teve o gosto ou a paciência de me escutar… (ou não me escutar, quando isso fosse preferível).
e a quem me deu a mão quando eu mais precisei…
Obrigada
Quantas vezes me ouviram dizer (num desabafo)
ao fim do dia de trabalho “missão comprida!”,
era a brincar…
ou então, não!
Hoje podem
ouvir-me dizer “Missão Cumprida”… mesmo!
Procurei sempre ser feliz na escola…
hoje afirmo com orgulho: “Gostei da Escola”.
Obrigada a todos por me acompanharem neste pequeno pedaço de tempo que tem tanto de intenso como de dignificante, um trabalho capaz de mexer com tantos e tão fortes sentimentos.
Obrigada pelo carinho que tantas vezes senti… da família, amigos de longe e de perto, colegas, alunos, auxiliares, pais…
Um abraço
Madalena 21 – 12 - 2009
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Trabalho é tratado assim... imaginem a Cultura!
Afinal, existia alguém a tratar do Trabalho em Portugal!
Mas há mais...
O que tem feito o Ministério da Economia que, por não ser das finanças, devia estar vocacionado para fazer economias?!
Pensava eu que o Ministério dos Negócios Estrangeiros tratava dos nossos negócios com o estrangeiro... Curiosamente, lá para fora não acontece nada... mas, cá dentro há muitos... da China!
O Ministério da Indústria e Tecnologia serve para quê?
Finalmente, o Ministério das Finanças... Este é o que faz todas as contas... mal feitas, claro!
Por mim, fechavam-se os ministérios todos e ficava só um, que acumulava duas pastas, as Finanças e os Negócios Ilícitos para fazer o que realmente é preciso: garantir que esses (bancos, droga, prostituição, armas e outros que aqui não cabem), mesmo teimosamente ilícitos, passariam a pagar em multas por ser o que são, ou em impostos como todos os outros.
Madalena
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Iliteracia financeira, é?
Que bicho lhes mordeu agora?
Chamam ao fenómeno "iliteracia financeira".
Agora, cá estamos!...
Madalena
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
O atropelamento do gafanhoto
domingo, 31 de outubro de 2010
E se não fosse aprovado o orçamento?
Andava tudo (só jornalistas) a dizer "Ai meu deus, sem orçamento, o que vai ser de nós"
Sugiro mesmo que em vez de campanhas a promover programas e partidos para as eleições, passem a apresentar porgramas para defender orçamento.
Fantoches, marionetas, enfim políticos... tanto encenaram que conseguiram que o povo aplaudisse a aprovação do orçamento.Aplaudiu? Talvez não. Mas suspirou de alívio, acho eu!
É a este fenómeno que estamos agarrados!!!
Até dá calafrios o fenómeno POLIS, em que se fazem coisas que já estavam feitas!!! Corta-se, arranca-se e substitui-se piso de alcatrão por paralelos, em todas as cidades, vilas e até aldeias... E não é a fazer coisa nova!!! É só trocar um piso por outro... assim, como quem muda de camisa... Isso é que custa!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Um elogio à Câmara de Sintra
Confirmo a receção do convite que me dirigiu para a cerimónia de homenagem e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelos docentes que se aposentam e que a Câmara Municipal de Sintra cumpre anualmente.
terça-feira, 8 de junho de 2010
O país funcionaria melhor sem ministérios
Na educação, tudo "no terreno" acontece melhor sem ministra do que com ela... Apesar do que se diz, a escola parece ser o sítio onde se privilegiam valores como ser honesto, partilhar, perdoar...
Na saúde, ainda bem que "no terreno", haja o que houver, funciona o mais importante: tratam-se doentes.
Na segurança social, qual é o problema? Tudo parece funcionar mas nunca sabemos o quê...
Nas polícias, a vontade de combater o crime no "terreno" é real, procurando mesmo atingir o grande crime.
A pesca, a agricultura, a indústria a pecuária e as minas vão produzindo conforme podem e, muito ao sabor do seu próprio empenho e determinação.
Conclui-se então que, provavelmente, só precisamos de um primeiro ministro para ter como referência e dar a cara “e o corpo” ao manifesto e um ministro das finanças que pode ser também da economia, do turismo, da indústria, dos sindicatos e dos juízes, da tecnologia, da ciência, da cultura, das tropas e de tudo o resto... porque afinal tudo isto, em gestão moderna significa uma coisa só… finanças.
A missão de um ministro assim, consistiria em fazer as contas bem feitinhas sobre economia doméstica, não virtual. Se, mesmo sem ministérios, ele tivesse dificuldade de fazer as contas, não venderia, mas alugaria todos os edifícios excelentemente localizados, aos privados ou aos estrangeiros… Isso é que era ver as contas a correr bem!!!
A justiça (que perdoa mais o pecador do que todas as igrejas juntas e ainda dá prémios), teria que anexar os bispos aos juízes, cuja reutilização comum constaria de uma das medidas seguintes: ou tratavam de pôr ordem nisto com milagres públicos, ou iam todos ajudar a BP a extinguir o crude no poço do México.
Para obter ainda melhores resultados nas suas contas, o ministro assumiria a missão de fazer evaporar o dígito das centenas, no número de deputados da Assembleia da República… até chegar ao razoável 25 que, mesmo sendo em menor número, continuariam a manifestar o bloqueio de pensamento inteligente do costume e a síndrome do encolhimento cerebral, continuando a degladiar-se inutilmente, convencidos da sua imensa e decisiva importância nos contornos geográficos, sociais e económicos do país.
Madalena (08/06/2010)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Maio
Quem somos
Madalena (Abril de 2010)
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Fomos apanhar laranjas
E se assim me encanta uma laranjeira,
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Ler com a Cinderela
terça-feira, 6 de abril de 2010
Sombras pálidas esbatidas
Madalena
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Se existe Deus
Se existe Deus, está nas Plantas…
…e assim, posso dizer que adoro Deus.
Como é que as plantas nos completam tão perfeitamente e nós nem lhes ligamos.
Em cada momento das nossas vidas ganhamos e perdemos energia. Há situações em que claramente nos sentimos ganhar e, obviamente, se estivermos atentos, percebemos quando a estamos a perder.
Sem entrar em detalhes sobre a forma como se ganha ou perde energia nos lugares que frequentamos, acontece que nos locais de trabalho, em locais públicos, em família, na escola… ocorrem transferências de energia (ganhos e perdas).
Precisamos de energia saudável, precisamos de jardins… terra... beleza… harmonia… árvores!
Perguntamos por que motivo há jardins fechados? Por que razão ninguém passeia no Parque dos Poetas, por exemplo?
Que tal a valorização de verdadeiras zonas verdes (e não estamos a falar de relva)?
Seremos mais perfeitos se crescerem árvores nos espaços escolares?
Teremos mais sensibilidade para aprender Humanidade?
Viveremos o dia-a-dia com energia mais positiva?
De todos os seres, as Plantas parecem ser os que mais se aproximam daquilo que, convencionalmente, conhecemos por Deus. As Plantas respiram e alimentam-se respeitando os outros seres. Facilitam as suas vidas, servem de abrigo e, como nenhum outro, produzem o que é fundamental, precioso e comum a todos, o oxigénio. Não lutam nem fogem… Provavelmente até nos perdoam os abusos…
Elas ajudam a criar laços.
Parece fácil acreditar neste deus vegetal, vivo, poderoso e universal.
quarta-feira, 31 de março de 2010
A ética era uma couve?
Apetece dizer que a ética era uma couve… veio uma ovelha e comeu-a.
Deparamo-nos com uma realidade em que a ética é assumida como um valor fundamental e, ao mesmo tempo, vemos crescendo comportamentos que nada têm a ver com isso. Os aspectos relacionais connosco próprios e com os outros, estão em mutação
Afinal estamos num contexto social em que precisamos de rir…
Pela nossa saúde, precisamos de rir!
No entanto, parece estar na moda rir dos outros mais do que rir com os outros.
Este parece ser o princípio do fenómeno “bullyng” : rir dos outros… muitas vezes, até ao limite da capacidade destes.
Os jovens que assim brincam são tão inconsequentes, que até dói. Estão felizes porque estão em grupo… Associam-se pela diversão, gozo, alegria, ilusão de felicidade e, sempre aparece o objecto de diversão. Quer dizer, há sempre “o desgraçado” que leva com tudo!!!
É um fenómeno de grupo. No entanto, o poder do grupo, para o bem e para o mal é transversal na sociedade.
Não, não foi na escola que o fenómeno se inventou.
A escola não é origem de todos os males nem de todos os bens. Ela apenas reflecte os modelos sociais… Todos! Vemos tantos adultos inconsequentes. Pior ainda, é estarmos geridos por inconsequentes!
Mas, pronto., deixamos essa análise para outra ocasião, porque agora o que nos interessa é que na escola como na vida, façamos como sugere Fernando Savater no livro Ética Para Um Jovem: Para ele e provavelmente para todos nós que procuramos ser felizes, “ ao contrário de outros seres()… nós humanos, podemos inventar e escolher em parte a nossa forma de vida. Podemos optar pelo que nos parece bom, quer dizer, conveniente para nós, frente ao que nos parece mau e inconveniente(…) Parece prudente estarmos bem atentos ao que fazemos e procurar adquirir um certo saber viver que nos permita acertar. Esse saber viver, ou arte de viver é aquilo a que se chama ética”.
Temos que começar a viver assim. O melhor é começarmos mais cedo… quanto mais novos melhor!
Seremos felizes mais tempo!
segunda-feira, 29 de março de 2010
A Geração The Wall
Madalena
